No Alentejo, há momentos do ano que não são apenas estações, são tradições vivas. A apanha da azeitona é um desses rituais. Quando o outono se instala e as manhãs ficam frias, começa um trabalho antigo, passado de geração em geração, cheio de gestos que o tempo não apagou. É assim há séculos: pessoas, cestos, varejões, mantas estendidas por baixo das oliveiras.
A história do azeite acompanha a história do próprio Alentejo. Antes de existir tecnologia e mecanização, a apanha era feita totalmente à mão. As famílias juntavam-se, partilhavam pão, caldo quente e histórias enquanto varejavam as oliveiras, uma a uma.
No lagar, o processo é quase mágico. As azeitonas são limpas, moídas e transformadas numa pasta espessa e aromática. Depois, através de extração a frio, começa a separação do sumo puro, o azeite novo. Este azeite tem uma cor mais verde, um aroma mais fresco e aquele picante elegante que só existe nos primeiros dias da campanha. É o azeite que os alentejanos esperam o ano inteiro. A época da azeitona é um lembrete perfeito de que os melhores sabores nascem da terra, do tempo e da dedicação de quem cuida dela. No Forno da Telha, o azeite novo é mais do que um ingrediente — é a nossa ligação às raízes do Alentejo. E nesta altura, convidamos-te a sentar à mesa e provar essa ligação da forma mais autêntica.
Quando o azeite novo chega ao Forno da Telha, sentimos que guardamos dentro de uma garrafa muito mais do que sabor. Guardamos histórias de quem colhe, o perfume verde das manhãs frias de outono, o eco das oliveiras antigas e a alma inteira do Alentejo. Cada fio que cai no prato nasce desse caminho e cada garrafa que chega às nossas mãos leva consigo essa mesma verdade líquida.
Garrafa de Azeite selecionado Forno da Telha, disponível para venda no restaurante.




