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No Alentejo do século XIX, o General Godinho Caeiro encontrou num poço, um desejo.

Sabia pela devoção católica da mulher que a vida ora era inferno, ora era paraíso. O poço era profundo, mas nas suas trevas a água captava vislumbres de luz e a promessa do céu. Desse prenúncio soube que aquele era o seu lugar.

Naquele poço novo quis erguer a sua casa.

Sonhou com o sobro e o trigo, o poejo e o alecrim.
Da terra fértil vinha-lhe a vontade de crescer e viu, entre a planície e o montado, recortada frente ao sol, a silhueta vertical de uma chaminé: A construção que antecipa a construção.
Pertencia a uma fábrica de tijolo, e na sua base um forno de telha serviu o fogo do general.

Da terra argilosa e da água do poço se cozeram paredes.
O general queria uma casa onde o mundano se cruzasse com o sagrado. Chamou-lhe Quinta do Poço Novo e nela nasceram quartos, salas e uma capela. A unir estes espaços, faltava-lhe um elemento final, o calor humano da cozinha. Desenhou-a respeitando o abrigo dos antigos, onde o fogo se fazia central num forno que, ao contar a história do lugar, lhe juntava o perfume do fumeiro, das migas e do cação, da açorda, do alho, dos coentros, sal e azeite.

São estes mesmos sabores, a essência do Alentejo, que ainda hoje por aqui perduram.

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